Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado após denúncia de 'gabinete do ódio'; ex-prefeito diz que nunca foi amigo dele

Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), postou, em seu per...

Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado após denúncia de 'gabinete do ódio'; ex-prefeito diz que nunca foi amigo dele
Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado após denúncia de 'gabinete do ódio'; ex-prefeito diz que nunca foi amigo dele (Foto: Reprodução)

Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), postou, em seu perfil no Instagram, um vídeo em que João Campos, candidato do PSB ao governo do estado, celebra o nascimento da filha do ex-servidor estadual Amisadai Andrade da Silva, para apontar a existência de uma amizade entre eles (veja vídeo acima). Na mesma rede social, o ex-prefeito do Recife rebateu a acusação: "Nunca foi meu amigo". Amisadai foi exonerado do cargo comissionado de superintendente de operações da Arena de Pernambuco, vinculada à Secretaria Estadual de Turismo e Lazer, após ser apontado pela coligação do ex-prefeito do Recife como chefe do "gabinete do ódio". É assim que está sendo chamada a suposta estrutura que seria utilizada para atacar opositores políticos e adversários da governadora. O vídeo indica, ainda, que o blog de Amisadai recebeu repasses da prefeitura do Recife enquanto João era prefeito da cidade. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A postagem do vídeo no perfil de Raquel Lyra no Instagram traz uma única frase: "Mentira tem perna curta". A publicação foi feita na quinta-feira (27), mesmo dia em que a Frente Popular de Pernambuco, coligação do PSB, realizou uma coletiva de imprensa para anunciar os pedidos de investigação contra o "gabinete do ódio". Também nas redes sociais, João Campos rebateu a governadora. "Quem deve explicações à Justiça sobre o uso de dinheiro público para destruir reputações não deveria usar a rede social para espalhar mentiras. O homem apontado pela imprensa como suposto chefe do Gabinete do Ódio do Governo de PE nunca foi meu amigo e nunca trabalhou em minha equipe. Já a candidata que me ataca não pode dizer o mesmo. Da minha parte, seguirei fazendo uma campanha limpa, à altura do que espera o povo de pernambucano", disse. João Campos aparece em vídeo parabenizando Amisadai Andrade da Silva Reprodução/Instagram Justiça acionada pelos dois lados Nesta quinta-feira (28), Raquel Lyra apresentou à Justiça uma interpelação judicial criminal para que João Campos diga a quem acusou de “milícia digital” num vídeo publicado pelo ex-prefeito do Recife nas redes sociais em 26 de agosto. "O instrumento assegura ao ofendido o direito de exigir que o autor de uma manifestação pública se explique. Não se trata ainda de queixa-crime nem de pedido de condenação. O objetivo é obter declaração precisa sobre o alcance e o destinatário das afirmações feitas. [...] No ordenamento jurídico brasileiro, o termo 'milícia' designa organização criminosa estruturada para atuar à margem da lei, e sua utilização contra a chefe do Poder Executivo estadual, sem nomear responsáveis e nem indicar provas, ultrapassa os limites do debate político", disse em nota. Na quinta-feira (28), o advogado Rafael Carneiro, representante da Frente Popular de Pernambuco, anunciou que a chapa do ex-prefeito vai ingressar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE) para apurar suspeitas de irregularidades. A equipe jurídica da coligação acusa a governadora de participação direta no suposto "gabinete do ódio" que atuaria para atacar adversários (veja vídeo mais abaixo). Na coletiva de imprensa na quinta-feira (27), a Frente Popular de Pernambuco também que deve ingressar com uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito de servidores e ofensa aos princípios da administração pública; uma denúncia à Controladoria Geral da União (CGU) por envolver servidor público federal; e outras denúncias à Caixa Econômica Federal, ao Ministério Público Eleitoral, Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE). Em resposta ao anúncio dos pedidos de investigações, a campanha da candidata à reeleição divulgou uma nota afirmando que a denúncia contra Raquel Lyra é uma estratégia de campanha do candidato do PSB ao governo de Pernambuco. Coligação de João Campos acusa Raquel Lyra de participação direta em 'gabinete do ódio' TRE recebeu ações dos dois adversários O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco informou ao g1 que há, atualmente, duas ações cautelares relacionadas à atuação de grupos nas redes sociais. Segundo o tribunal, os dois processos têm como objetivo a "produção e a preservação de provas" e tramitam em segredo de Justiça: uma das ações foi apresentada pelo PSB e trata, segundo a classificação feita pelo partido, de "impulsionamento inorgânico de conteúdos" e "formação de um gabinete do ódio"; a outra foi apresentada pela coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel Lyra à reeleição, e trata da suposta existência de uma "rede coordenada de disseminação de conteúdo de ataque à governadora". O tribunal não informou quem são os alvos ou responsáveis pelas supostas redes nem deu detalhes sobre as provas apresentadas. Como os processos estão sob segredo de Justiça, o TRE afirmou que não pode fornecer outras informações sobre o conteúdo das ações. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias